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 História do Sex Pistols

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MensagemAssunto: História do Sex Pistols   Qui Maio 24, 2012 11:24 pm

História do Sex Pistols


O homem-chave no nascimento do punk rock atende pelo nome de Malcom McLaren, hoje um senhor de 49 anos mais preocupado com a produção do disco da top model Christie Turlington. A história de McLaren começa a ficar interessante em 71, quando abriu a Let It Rock, uma loja de roupas para a nova geração de teddy boys - os filhotes das gangues originais, surgidas nos idos de 53. Desde então, McLaren tornou-se uma celebridade entre músicos e modernos londrinos.

Num dia qualquer de 73, os integrantes da banda protopunk New York Dolls adentram a Let It Rock. O visual absurdo da banda (uma mistura de glitter e sadomasoquismo) conquista McLaren e ele vira seu empresário. Em Nova York, percebe o quanto os New York Dolls estavam datados e deixa o barco.

Apesar de renegar os Dolls, o empresário trouxe uma idéia bilhante dos Estados Unidos. Depois de sacar que o que valia no mundo do rock em 75 era muito mais a atitude do que o som (vide a decadência dos progressivos), McLaren decidiu "construir" uma banda segundo seus novos padrões.

Mais uma vez em Londres, reassume sua loja - agora chamada SEX - e transforma-a no epicentro do terremoto que sacudiria o mundo pop, ajudado pela estilista Vivienne Westwood. Segundo o próprio McLaren, foi ali que ele inventou o punk rock, ou melhor, os Sex Pistols.

Reunir os quatro Pistols foi fácil: Steve Jones e Paul Cook (respectivamente guitarrista e baterista) viviam na SEX. Glenn Matlock - baixista e balconista da loja aos sábados - foi convocado imediatamente. Faltava escolher o vocalista.

Depois de descartar o crítico Nick Kent e o cantor Richard Hell para a vaga, a banda experimenta um velho freqüentador do pedaço, um adolescente de dentes podres chamado John Lydon. O teste é feito na loja, com o vocalista cantando numa jukebox. Johnny, que nunca tinha cantado na vida antes, foi aprovado por sua postura e comportamento anti-social, em resumo, era perfeito para a vaga. Os ensaios começam. Agora a banda se chama Sex Pistols e John Lydon vira Johnny Rotten (literalmente, Joãozinho Podre).

O primeiro show acontece em 6 de novembro de 1975, um fiasco inevitável dado o despreparo da banda. De qualquer maneira, ali nascia o punk rock. A palavra que dá nome ao estilo não era nova. Muito pelo contrário. William Shakespeare a usava para qualificar prostitutas. Séculos depois a palavra transformou-se no adjetivo patra designar sadomasoquistas. Esperto como sempre, McLaren a escolheu como nome do estilo que ajudara a forjar - um sinônimo para o lixo exposto por Rotten e companhia.

O movimento se alastra

Simultaneamente ao parto dos Pistols, dezenas de bandas começam a abraçar o estilo, sobretudo em Londres. A epidemia alastrou-se com velocidade absurda. O motivo para tanta rapidez era simples: estava na hora de renegar a mesmice dos paleolíticos rockstars da época.
Não por acaso, um jovem chamado Joe Strummer - sim, o vocalista do The Clash - resolveu acabar com seu velho grupo, o 101'ers, depois de dividir o palco de um pequeno festival com o Sex Pistols.
O grupo The Clash foi formado em 24 horas, em 76. depois de um encontro no mercado de rua de Portobello Road, Mick Jones (guitarra), Paul Simonon (baixo) e Strummer já começaram a ensaiar. Achar o baterista Terry Chimes foi apenas questão de tempo. Como num passe de mágica, os Pistols tinham com quem dividir as parcas luzes do circuito punk londrino.

O movimento crescia a cada dia e bandas não paravam de pipocar - entre elas The Damned, the Stranglers, Siouxsie & The Banshees, Generation X (que contava com um vocalista endiabrado chamado Billy Idol)-, mas até meados de 1976 nehum disco havia sido lançado. O primeiro compacto punk saiu em 5 de novembro do mesmo ano, "New Rose" (The Danmed). Pouco antes, em 8 de outubro, os Pistols assinam o histórico contrato com a EMI - a gravadora dos Beatles, The Animals e The Mamas And The Papas, entre muitos outros.

Um mês depois chega às lojas o histórico compacto "Anarch In The UK". A porrada acertou o alvo - o caquético império britânico e seus valores -, mas não derrubou por completo o adversário. Os Pistols ainda eram apenas conhecidos apenas no gueto de onde surgiram.

Mas a televisão encarregou-se de levar o punk aos pudicos lares ingleses. No dia 1o de dezembro de 76, Siouxsie, os Pistols e outros punks são os astros de um dos programas de maior audiência da TV inglesa, levado ao ar às cinco da tarde, a famosa hora do chá, na qual famílias concentram-se frente à TV. Depois do programa, dois milhões de britânicos passam a amar ou odiar os Sex Pistols. Motivo: pela primeira vez na história, a expressão "fuck off" (foda-se) é dita diante das câmeras. O protagonista da história só podia ser Johnny Rotten.

Melhor golpe de marketing impossível. A imprensa caiu de pau no episódio, detonando os Pistols por completo e, de quebra, levando o movimento às primeiras páginas de todos os jornais. Dez mil cópias de "Anarchy In The UK" são vendidas diariamente. Contudo os Pistols são chutados da EMI em 6 de janeiro de 77. Começava o ano da glória da banda.

1977: o ano do punk

Glen Matlock nunca se deu bem com Johnny Rotten, apesar de ser considerado por muitos o melhor músico do grupo. Em fevereiro de 77 as brigas encresparam - sobretudo no que se referia às suas diferenças políticas - e Matlock é enxotado. A saída do baixista motivou a entrada daquele que viria a ser o maior símbolo do punk rock em todos os tempos, Sid Vicious.

O melhor amigo de Rotten era um baixista sofrível que mal conseguia tocar, por estar o tempo todo chapado com drogas de todo o tipo. Contudo, sua performance ao vivo e sua personalidade autodestrutiva deram o toque final na fórmula do grupo. Vicious dá trabalho desde o início: num dos primeiros ensaios, passa mal e é levado as pressas para o hospital. Diagnóstico: hepatite causada pelo alto consumo de álcool e drogas, é claro.

Apesar de terem cancelado dezenas de shows, os Pistols logo assinaram um contrato com a gravadora A & M, Aproveitando o jubileu de prata da rainha Elisabethi II, quando esta completou 25 anos no poder, a banda solta o compacto de "God Save The Queen". A canção trazia uma das máximas do movimento punk: "Não há futuro na Inglaterra."

Em março, foi a vez da A & M despedir o grupo. Os motivos foram exatamente os mesmos da EMI, mas desta vez os quatro Pistols e McLaren embolsaram cerca de 75 mil dólares cada um. Dois meses depois, a Virgin contratou a banda.

Enfim, o grupo achara a gravadora perfeita. Dirigida por Richard Branson - um jovem milionário excêntrico e quase tão maluco quanto os músicos que contratara-, a Virgin banca todas as brigas dos Pistols, inclusive o veto da BBC a "God Save The Queen". Numa das raras entrevistas dadas pelos Pistols na época, Johnny Rotten explica a revolta de sua banda: "A música precisa dar assistência a todo esse lixo (a sociedade britânica). A música tem que mostrar saídas para se vencer a estagnação. Ela tem que ser verdadeira mas também bem-humorada. E isso não é política."

O compacto chegou à terceira posição na parada britânica enquanto a banda preparava seu tão aguardado álbum de estréia, que acabou sendo lançado em 12 de novembro: "Nevermind The Bullocks, Here's The Sex Pistols" ("Abaixo aos idiotas, aqui estão os Sex Pistols). De repente, a Inglaterra ficou pequena para o punk rock.

O último tiro dos Pistols

Mais uma vez os pioneiros são os Pistols. A banda foi para os Estados Unidos em janeiro de 78( Leia mais em Sex Pistols na América (em inglês)) e encontra o país no auge da febre disco, apesar da aceitação do punk entre alguns poucos nova-iorquinos. O visto de permanência no país valia apenas dezesseis dias, o que força a banda a fazer uma miniturnê em ritmo de maratona. Ela passa por Atlanta, Dallas, Tulsa e finalmente chega ao berço do psicodelismo, San Francisco.

No dia 14 de janeiro os Pistols fazem seu último show, para uma platéia de 5500 pessoas. Quatro dias depois, no restaurante do hotel onde a banda estava hospedada, em San Francisco, Paul Cook e Steve Jones dizem a Rotten que querem acabar com a banda. Pior: McLaren pensava o mesmo.
O vocalista subiu até o quarto do empresário. Lá, ouviu Mclaren confirmar a história e ainda expulsá-lo da banda, sob a acusação de ser responsável pelo fracasso de vários projetos do grupo - entre eles a famosa vista ao assaltante Ronald Biggs no Rio de Janeiro, feita por Cook e Jones pouco tempo depois Onde estava Sid Vicious enquanto sua banda chegava ao fim? Internado num hospital, recuperando-se de um porre homérico.

Depois do desmantelamento dos Pistols, o baixista ainda gravou algumas canções com Cook e Jones, como a absurda versão de "My Way" e "Belsen Was A Gas", incluídas no filme e disco The Great Rock N'Roll Swindle.

Vicious iniciou então uma carreira solo, acabada numa cela de cadeia. O baixista foi preso pelo assassinato de sua namorada Nancy Spungen, em 11 de outubro de 78. O fato nunca ficou totalmenter esclarecido: o corpo esfaqueado foi achado num quarto de hotel, com Sid completamente chapado de heroína ao seu lado.

O baixista foi preso imediatamente e só saiu da cadeia depois que a Virgin bancou uma fiança de 50 mil dólares. Em 2 de fevereiro de 78, menos de 24 horas depois de sua libertação, Vicious sofre uam overdose de heroína no banheiro da casa de sua mãe durante uma festa. Aos 21 anos, estava morto o homem-símbolo do punk rock.

Malcom McLaren, Paul Cook e Steve Jones chegavam a Nova York poucas horas depois, ironicamente com a intenção de manter Vicious longe da heroína. "Não creio que Sid morreu por causa dos problemas com os Pistols. O que eu não entendo é como as pessoas que estava com ele na festa o deixaram consumir heroína", disse Mclaren a Melody Maker dias depois da morte do baixista.
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